Degustando Espumantes com : Adolfo Lona

Champagne, Prosseco e Espumante… Eles são iguais? Esta é uma dúvida muito comum entre os recém-chegados ao prazeroso “Mundo do Vinho”. A única coisa que sabemos sobre eles logo de cara: são refrescantes e deliciosos, deixando qualquer momento festivo mais animado!

HISTÓRIA DO ESPUMANTE

De acordo com o especialista Adolfo Lona, produtor e pessoa referência em Vinhos no Brasil, os Espumantes surgiram por acaso na França, na região de Champagne. O Vinhos produzidos naquela região acumulavam resíduos de Açúcares e quando eram engarrafados, continuavam em processo de fermentação, formando Gás Carbônico (CO2). Essas garrafas estouravam e no início eram consideradas estragadas e perigosas.

Ao longo dos anos, os produtores da região (o mais famoso Don Perignon) foram aperfeiçoando a método de produção dos Vinhos gaseificados até desenvolverem o método Champenoise (tradicional), que hoje é usado no mundo todo. Ali nascia o Espumante, ou melhor, o Champagne, que era apreciado por toda a corte francesa e em pouco tempo ficou conhecido como o “Vinho dos Reis”.

Só se pode chamar de Champangne o Espumante produzido nessa região da França, que virou uma denominação de origem controlada (DOC). Portanto, cada país identifica os seus com denominações locais como o Cava (Espanha), Espumante (Brasil), Spumanti (Itália), Prosecco (região específica da Itália), Sparkiling Wine (EUA) e por aí vai.

ESPUMANTE NO BRASIL

Nos últimos anos, os Espumantes produzidos no Brasil vem ganhando destaque da crítica internacional especializada e do consumidor em geral. A região de Bento Gonçalves (RS) com destaque ao município de Garibaldi e o Vale do São Francisco (PE/BA) possuem terrois específicos e técnicas distintas para a produção desse tipo Vinho. Os Espumantes produzidos por Adolfo Lona por exemplo, podem ser elaborados pelos métodos Tradicional ou Charmat.

Champenoise (Tradicional): método mais nobre, lento e completamente artesanal. A segunda fermentação, que é responsável pela formação da perlage (bolhas) ocorre na própria garrafa.

Charmat: método usado para a produção em maior escala, com custos mais reduzidos. A 2ª fermentação acontece em tanques de Inox, acelerando o processo de fabricação da bebida.

Essas informações, normalmente estão presentes nos rótulos dos Espumantes nacionais de boa qualidade.

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COMO SERVIR:

O ideal é resfriar a garrafa de Espumante em um balde com gelo por cerca da 45 minutos. Quando a rolha é resfriada junto da garrafa em um congelador por exemplo, ela perde elasticidade e às vezes pode até se quebrar. Outro ponto a se destacar é retirar a rolha lentamente, deixando o gás escapar devagar e depois servir a taça com uma pequena quantidade para o resfriamento dela e só depois completá-la com ¾ da sua capacidade.

Assim, a bebida terá a perfeita condição de mostrar sua vitalidade e o volume de gás, proporcionando um prazer maior ainda na degustação.

DEGUSTAÇÃO:

Após a abertura correta e resfriamento do Espumante, a degustação é feita. Antes de tomá-lo, vale uma análise visual em relação ao tamanho e intensidade da perlage. Na análise olfativa, destaca-se os aromas de Frutas frescas variadas, com uma leve presença de Levedura.

HARMONIZAÇÃO*:

Espumante Nature: A ausência de Açúcar acrescenta potência a ele, exigindo pratos complexos à base de Frutos do Mar e Peixes. Bacalhau e Ostras são boas combinações.

Espumante Brut Branco: Ideal para coquetéis, Salgadinhos, “Finger Foods” em geral. Saladas, Queijos frescos, comida japonesa, molho branco e até Paella vai bem.

Espumante Brut Rosé: O mais gastronômico de todos! Canapés, Frutos do Mar, Peixes, Frango e até mesmo uma Carne vermelha magra.

Espumante Demi-Sec: Pratos com molho vermelho em geral, Sobremesas não muito doces.

Espumante Moscatel: Bolo de Casamento, Sobremesas em geral, principalmente aquelas à base de Frutas.

OUTRAS INFORMAÇÕES:

– Vinícola Adolfo Lona

Site: http://www.adolfolona.com.br
Telefone: (54) 3462-4014

– Em BH os Espumantes podem ser encontrados na Casa Rio Verde ou no Vinho Site.

* As sugestões de harmonização apresentadas não constituem regras absolutas, mas uma diretriz para que a experiência pessoal da combinação de pratos com Espumantes seja mais prazerosa.

Como disse Napoleão Bonaparte “ nas vitórias é merecido e nas derrotas é necessário! Espero que degustem e apreciem muitos Espumantes nesse fim de ano.

Tim-Tim!

André Barreto

Nascido e criado nas terras Mineiras. Relações Públicas e Cozinheiro por paixão. Em cada receita, uma experiência com pitadas de surpresa e sabor!

2 comentários no “Degustando Espumantes com : Adolfo Lona

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